| Técnicas |
| Hoje
em dia existe uma grande controvésia com relação à
técnica/feeling de um músico. É realmente verdade que
um cara que tem uma técnica muito apurada não tem
feeling o suficiente e vice-versa? Qual a verdadeira
importância de se ter uma técnica boa? Imagine a seguinte situação: você está no palco tocando e na hora do solo, você se inspira e começa a ouvir dentro de sua cabeça um solo maravilhoso. As primeiras notas bem compridas, com um feedback orgásmico. Então você toca o que você escuta.Fica muito legal você se empolga, a banda também, o público adora. Depois, você começa a ouvir umas frases pentatônicas e, graças às video-aulas que você comprou e ao tempo gasto utilizado para estudar aquelas frases o som sai bacana. Mais uma vez, você se empolga e junto vão o público e a banda, que agora passa para um groove mais pesado, crescendo junto com seu solo. Ouvindo o som da banda crescendo, agora a tua cabeça começa a ouvir umas frases com uma avalanche de notas rápidas, acrescentadas com uns toques de wah-wah (aquele que você acabou de comprar e estava doido para estrear), usando muito a alavanca para esticar as cordas até a morte, uma verdadeira explosão. Pois é, na cabeça estava tudo fácil. Mas na hora de botar em prática... a mão esquerda não acompanhou, a palhetada falhou, os arpejos não saíram, deu tudo errado. A capacidade física não foi suficiente para botar para fora toda aquela musicalidade para fora. Talvez essa seja a resposta do verdadeiro motivo para se ter uma boa técnica: usá-la para conseguir executar a música que esta em você. ter mãos preparadas para botar para fora, através do seu instrumento, toda sua musicalidade. Ou seja, tudo aquilo que faz parte do seu mundo musical. Texto: Sergio Buss |